segunda-feira, 9 de julho de 2012

Luís Boa Morte no melhor XI do Fulham

 O mítico esquerdino Luís Boa Morte foi escolhido para o melhor XI de sempre o Fulham. Recorde-se que Boa Morte foi muito cedo para Inglaterra, sendo uma das contratações de Arséne Wenger para a época 97-98, época essa em que acabaram por fazer a "dobradinha". Depois de um período de empréstimo ao Southampton, Boa Morte acabaria por jogar sete épocas nos Cottagers, tendo marcado 54 golos em 250 jogos! De realçar a conquista do Campionship na época 2000-01. Sairia depois para os Hammers para, mais uma vez, deixar a sua marca ao longo de cinco épocas. Ao longo destes anos todos na Premier League, Boa Morte mostrou um estilo muito próprio de jogar futebol, muito agressivo e rápido. Além disso era um jogador que dava sempre tudo e mostrava grande entusiasmo. Percebe-se assim perfeitamente esta nomeação. Chegou a envergar a braçadeira em jogos tanto dos Cottagers como dos HammersNeste momento, segundo rezam as crónicas, o homem estará pela África do Sul, no Orlando Pirates, depois de uma passagem pelo Larissa do Grécia.

Fulham's Best XI: Van der Saar. Steve Finnan, Aaron Hughes, Hangeland e Rufus Brevett. Dempsey, Danny Murphy, Dembélé e Boa Morte. Brian McBride e Saha.

"...he genuinely looked like he gave a damn and he became a unique footballer during his time at Fulham. It's difficult to find a similar character playing the game today. Quite continental in style, he loved to take players on, and although ostensibly an offensive player his willingness to track back and tackle as well as maraud forward at will made him special. He was a random factor, able to cause panic like an unpinned grenade in the opposition ranks, an emotional character, a trait that strengthened the bond between him and the fans. Luis Boa Morte wore his heart on his sleeve." - in fulhamfc-cultheroes


Boa morte, um homem cheio de fibra.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

The Chosen ones (Gary Cahill)

Gary Cahill é um central relativamente jovem (nasceu em 1985 em Sheffield), que já merecia claramente uma oportunidade de jogar numa equipa mais equivalente com a sua qualidade do que o Bolton Wanderers.
O jogador começou a carreira no AFC Dronfield  (equipa amadora), mas haveria de receber convites de clubes como o Derby County, Sheffield Wednesday, Barnsley e Aston Villa, chegando a assinar com os últimos. Contudo, a sua carreira profissional começaria no Burnley na temporada de 2004/05 a título de empréstimo (27 jogos, 1 golo), voltando aos Villans para se estrear com a camisola grená numa pesada derrota por 5-0 contra o Arsenal em Abril de 2006 (jogaria apenas 7 jogos esse ano). Na época seguinte, consegue agarrar um lugar no eixo defensivo dos Lions a meio da época, jogando desde a jornada 11 até à 31, conseguindo com isso a convocatória para o Europeu de sub-21 em 2007 (onde relembro Inglaterra chegou a final). Fica aqui o vídeo de um dos grandes golos de Cahill ao serviço dos Villans (http://www.youtube.com/watch?v=u7i4c_vXV8U&feature=related).
Em 2007/08 é emprestado 3 meses ao Sheffield United, onde os 2 golos em 16 jogos e um punhado de boas prestações, levaram o Bolton a avançar para a aquisição do seu passe por 5 milhões de libras, e logo se assumiu como um esteio da defesa Trotter. Actua 14 jogos ainda em 2008, 33 na temporada seguinte (3 golos), 29 em 09/10 (5 golos), 33 em 10/11 (3 golos, com um bis ao Villa, sua antiga equipa) e mais 21 na presente época (com mais 2 golos) antes de se transferir! É de facto um percurso de grande sucesso no Reebok Stadium, que merecia, sem duvida alguma, a transferência para um “grande” de Inglaterra, como haveria de acontecer em Janeiro, com Villas-Boas a pedir a sua contratação e com os Blues a pagarem 7 milhões de libras para contar com os seus serviços.

Cahill, já com a camisola Blue, participa em mais 19 encontros (mais 2 golos no reportório), conseguindo arrecadar uma Taça de Inglaterra e uma Liga dos Campeões como títulos colectivos, que foi sem dúvida o principal motivo que levou a que trocasse de clube.
Como já referi, Gary Cahill foi chamado por Stuart Pearce para a seleção de sub-21 em 2007, sendo que em 2009 é chamado pela primeira vez aos trabalhos dos Three Lions, mas só se estreia em 2010 contra a Bulgária. Num total de 8 internacionalizações conta já com 2 golos.

Pode ver-se que é claramente um central goleador, com um sentido de posicionamento bastante apurado, encontrando na sua leitura de jogo, poder de impulsão e velocidade (considero-o um falso lento) as suas principais virtudes. Penso que peca muito por aos 26 anos, ainda não ter a experiencia internacional que um jogador da sua valia já deveria ter, mas é sem dúvida um defesa com uma técnica razoável, ideal para jogar ao lado dum central mais fixo e mais dado à marcação.


The Chosen ones (John Terry)

John Terry é, provavelmente, juntamente com Gianfranco Zola,  uma figura incontornável do Chelsea FC e o melhor produto que saiu das escolas blues ao longo da história do clube londrino.
O jogador de 31 anos, nasceu a 7 de Dezembro de 1980 em Londres e começou a sua carreira num clube chamado Senrab, que pode ser desconhecido para qualquer um de nós, mas já foi lá que começaram a dar os seus primeiros passos grandes jogadores como Jermaine Defoe, Sol Campbell, Ledley King ou Bobby Zamora. Ainda, havia de jogar nas camadas jovens do West Ham United dos 10 aos 14 anos, altura em que se mudou para Stamford Bridge, e de lá não mais saiu, com exceção de um empréstimo de curta duração ao Nottingham Forest no ano de 2000.
Fez a sua estreia em 1998 num jogo a contar para a Taça da Liga com o Aston Villa, mas só na época de 2000/01 se afirmaria como titular, fazendo 23 aparições e logo conquistando os adeptos ao ser votado para jogador do ano do clube.  Terry no ano seguinte, formaria uma dupla muito interessante com a antiga Gloria internacional Marcel Desailly, chegando mesmo a ser capitão pela primeira vez em Dezembro, contudo só com a saída do seu companheiro de defesa, no ano seguinte, é que viria a envergar a braçadeira permanentemente. Com a chegada de José Mourinho em 2004 atravessaria o melhor período da sua carreira, vencendo a Premier League desse ano, contribuindo com 8 golos para a caminhada vitoriosa dos Blues, sendo também aclamado o melhor jogador inglês do campeonato, e o melhor defesa da Champions League.
Ao todo foram 14 épocas a jogar pelos seniores do Chelsea, onde actuou em 373 partidas e marcou 28 golos, é uma carreira recheada de títulos, entre os quais: 3 campeonatos (04/05; 05/06 e 09/10), 5 Tacas de Inglaterra (2000, 2007, 2009, 2010 e 2012), 2 Tacas da Liga (2005 e 2007), 2 Supertaças (2005 e 2009) e uma Liga dos Campeões esta época. No que toca a prémios individuais conquistou: 2 vezes jogador do ano do Chelsea (2001 e 2006), 3 vezes seleccionado para melhor defesa pela UEFA (2005,2008 e 2009), 4 vezes escolhido pela UEFA para a equipa do ano (2005,2007,2008 e 2009) e escolhido também para integrar o melhor 11 do campeonato do mundo da Alemanha em 2006!

Ao longo de todos estes anos de futebol, tem algumas histórias que merecem ser contadas:
 No início de carreira meteu-se numa rixa num bar de Londres e foi levado à esquadra, ou então quando ele e alguns colegas de equipa, incluindo Frank Lampard, se meteram com uns turistas Americanos após uma noite passada num pub, logo depois do 11 de Setembro, e foram multados em 2 semanas de salário. Em 2007 depois de uma disputa de bola com Abou Diaby na final da Taça da Liga, caiu inanimado no chão ficando a morder a língua e não conseguindo respirar. Foi transportado de imediato ao hospital, mas ainda foi a tempo de erguer o troféu e agradecer ao fisioterapeuta do Arsenal Gary Lewin por lhe ter salvo a vida. Foi Terry quem falhou o penalty que deu a vitória ao Man Utd na final da Champions de 2008, e envolveu-se com a mulher de Wayne Bridge, levando a que lhe fosse retirada a braçadeira de capitão da seleção. Atingiu o jogo 400 como capitão do Chelsea (recordista do clube neste aspecto) no último dia de 2011, e envolveu-se com Anton Ferdinand em Novembro num jogo entre o QPR e o Chelsea, que levou a uma das maiores novelas em Inglaterra, com a demissão de Fabio Cappelo, e com Roy Hodgson a ter de optar por levar ou Terry ou Rio Ferdinand ao Europeu, pois Rio afirmou que não pretendia manter qualquer tipo de relação com John Terry. Terry foi acusado de ter enviado mensagens de índole racista a Anton e é de relembrar que ainda decorre uma investigação pessoal sobre este caso.

Em termos internacionais Terry conta com 76 chamadas à seleção, participando nas fases finais do Euro 2004 e Mundiais de 2006 e 2010, sendo que a sua estreia foi feita contra a Sérvia e Montenegro, em Agosto de 2003. Foi escolhido para capitão dos “Three Lions” em 2006 depois de David Beckham ter renunciado à seleção, sendo que com os escândalos em que se envolveu com Bridge e Ferdinand acabaram por fazê-lo perder esta mesma braçadeira já por 2 vezes.

John Terry, apesar das polémicas, apesar de algumas atitudes inexplicáveis também dentro de campo (já com algumas agressões no cadastro, a última das quais na meia-final da Champions onde deu uma joelhada completamente despropositada a Alexis Sanchez, falhando a final) é um defesa de classe mundial! Pode-se mesmo dizer que já é um ícone da história tanto do Chelsea como do mundo do futebol, sendo um autêntico patrão da defesa na seleção e clube. É  exímio no jogo aéreo e na marcação, assim como é um dos melhores defesas que conheço no 1 contra 1! É  de facto uma pena que seja um jogador muito temperamental, que por vezes procura confusões para o seu lado, quer dentro quer fora do campo, mas de certeza que seria bem-vindo em qualquer equipa do mundo, e será uma pedra essencial na manobra de Hodgson este Verão!


terça-feira, 29 de maio de 2012

The Chosen ones (Phil Jagielka)

Phil Jagielka, nasceu em Sale, perto de Manchester, no dia 17 de Agosto de 1982, e começou a jogar futebol pelo Sheffield United, estreando-se na época 99/00, no último jogo da época. Havia de assinar contracto profissional no dia seguinte. Contudo, apenas se imporia como elemento fulcral nos The Blades em 02/03, e desde logo despoletou o interesse de equipas de topo em Inglaterra, como é exemplo do Leeds, que o queria levar para Elland Road juntamente com o seu colega de equipa Michael Brown. Porém, o Sheffield havia de rejeitar todo o tipo de conversações pelos 2 jogadores.
Os anos iam passando e o United ia resistindo a todas as ofertas que apareciam pelo centro-campista (curiosamente era a posição que ocupava na altura), e West Ham, Wigan, Bolton, entre outros, viam o desejo de contar com Jagielka negado vezes e vezes sem conta. O jogador acaba mesmo por renovar contracto em 2006, por mais 3 temporadas, quando a equipa consegue a promoção à Premier League, chegando mesmo a capitão (é aqui que começa a jogar no centro da defesa) dos The Blades, e ajudando a equipa a conquistar a sua primeira vitória no principal campeonato de terras de sua majestade desde 1994, após apontar um grande golo contra o Boro já no minuto 91 (http://www.youtube.com/watch?v=h7sCez1C_yc). Acabaria por ajudar a garantir outra grande vitória nesse mesmo ano, mas duma forma completamente diferente…jogaria 34 minutos na baliza, depois de uma lesão de Paddy Kenny, conseguindo manter o resultado de 1-0 que favorecia o United. Aliás, por diversas vezes, Neil Warnock não levava guarda-redes suplente para os jogos, uma vez que Jagielka desempenhava muito bem a função e assim podia ter mais opções tácticas no banco (relembro que naquela altura a convocatória apenas incluía 5 suplentes).Todavia, com a despromoção do United não seria mais possível segurar o jogador, e 254 jogos e 18 golos depois, Jagielka partia para o Everton por uma verba de 4 milhões de libras (o jogador mais rentável da historia do Sheffield).

Logo na primeira época haveria de participar em 41 partidas (7 para a antiga Taca UEFA), apesar de nos primeiros 14 jogos ter, unicamente, jogado de início em 6. Na temporada de 2008/09 é um dos indiscutíveis para David Moyes, ganhando o prémio de jogador do mês de Fevereiro e é eleito pelos adeptos o jogador do ano do clube. Nesse ano, apesar de ter marcado o penalty que carimbou o acesso para a final (http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=J9mDZn8w8Is&NR=1), falharia a final da Taca de Inglaterra, devido a uma ruptura de ligamentos dum joelho, lesão essa que o faria parar mais de metade da época seguinte, só voltando a jogar em Marco (de referir que a partir dai, o Everton não mais perdeu até ao final da época). Ao todo, são já 5 épocas de ligação aos Toffees, num total de 143 jogos e 4 golos!
Conta já com 11 encontros internacionais pela seleção A, sendo que também passou pelos sub-21 e pela seleção B. Foi chamado para substituir o lesionado Gareth Barry, conquistando o bilhete para a Polonia/Ucrânia com uma excelente exibição registada contra a Noruega no passado sábado!

É um central relativamente baixo (1,83), e talvez por isso tenha feito grande parte da carreira a médio centro, contudo é deveras um jogador astuto e sabe ler o jogo muito bem, o que lhe permite ser um elemento preponderante no Everton. Tem um grande espirito de liderança e é óptimo a fazer compensações a colegas seus na defesa! Merecia claramente esta chamada na minha opinião!





P.S. Peço desculpa pelo video não ser o mais masculino possível, mas foi o melhor que arranjei para mostrar alguns atributos do jogador como futebolista!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

The Chosen ones (Phil Jones)

Philip Anthony Jones, 20 anos, natural de Preston é possivelmente dos defesas de todo o mundo aquele a que se augura um futuro mais risonho, devido ao caminho que já percorreu, apesar da tenra idade, pelas qualidades que se são reconhecidas e que levaram os red devils a pagar cerca de 16,5 milhões de libras por ele, enquanto só tinha 19 anos.

Jones alistou-se nas escolas do Blackburn no ano de 2002, subindo à equipa principal na época de 2009/10. Estreou-se em Setembro contra o Nottingham Forest para a Taca da Liga, fazendo mais 9 jogos na Premier League nessa mesma época, quase todas a titular. O seu primeiro jogo no máximo escalão inglês surge dias antes de completar 18 anos, ajudando os Rovers a segurar um empate a uma bola contra o Chelsea, fazendo cortes importantíssimos. Na temporada seguinte ganha mais preponderância actuando em 26 partidas (24 a titular), contraindo uma lesão no joelho esquerdo, que o faria parar desde a jornada 19 à 30. São, assim, confirmados os presságios que haviam sido lançados sobre a sua qualidade, tanto no centro da defesa, assim como a médio mais recuado.

Como já foi referido, com apenas 19 anos de idade assina pelo Manchester United, depois de ter “enchido o olho” a Fergie no empate entre o Blackburn e o Man Utd em Ewood Park, e logo na Community Shield entra em campo para substituir Rio Ferdinand lesionado. Iria aproveitar o facto de o capitão dos red devils estar lesionado para agarrar um lugar no centro da defesa. Contudo, devido à sua grande polivalência, já demonstrada no Blackburn, Sir Alex Fergunson põe o jovem inglês a jogar alguns jogos a defesa direito, e até mesmo experimentando-o a médio box-to-box. Ao todo foram 41 jogos (34 a titular) e 2 golos (mais 2 na própria J) marcados na sua época de estreia por um dos clubes mais emblemáticos da história, em Inglaterra e  na Europa!

Em termos de selecções Jones, foi subindo um degrau ano após ano, começando pelos sub-19 em 2009, até aos sub-21 em 2010, capitaneando a seleção de esperanças no Europeu de 2011, e em 2011 é também chamado a seleção principal por Fabio Capello, contando já com 4 internacionalizações pelos AA!

Jones, é, como já disse no inicio do post, um defesa de grande futuro, com uma margem de progressão imensa, e tem como principais atributos a sua polivalência (actua com razoável qualidade em 3 posições distintas), que foi certamente um dos trunfos para a sua chamada para este campeonato da Europa, o seu jogo aéreo, que apesar de não ser muito alto (1,87m), faz dele uma barreira muito complicada de transpor, é relativamente rápido e antecipa-se bem, ganhando muitos lances desta forma, e era igualmente um líder nato no Blackburn, apesar dos seus 19 anos. Ainda não o considero, mas, tem tudo para a curto prazo ser um defesa de classe mundial, que saberá calar os críticos que se impuseram contra a elevada quantia que o Man Utd pagou por ele.



The Chosen ones (Glen Johnson)

Nascido em Greenwich (Londres), em 23 de Agosto de 1984, Glen Johnson começa a dar os primeiros passos no futebol nas escolas do West Ham United aos 15 anos, e dias antes de completar o seu 16º aniversário assina contrato profissional com os Hammers e já jogava regularmente pela equipa de reservas. Para não impedir o seu desenvolvimento foi ainda emprestado ao Millwall durante 7 semanas, conseguindo amealhar 8 presenças no Championship.


A estreia no Upton Park ocorre a 22 de Janeiro de 2003 contra o Charlton Athletic, e a partir desse momento convence os responsáveis do clube a dar-lhe mais minutos, juntando mais 15 presenças na Premier League ao currículo e assinando um novo contrato de 4 anos de duração!


Porém não chegaria a cumpri-los, uma vez que logo nesse mesmo Verão, uma proposta do Chelsea (tinha sido recentemente comprado pelo milionário russo Roman Abramovich) de 6 milhões de libras levou o jovem inglês a militar no clube de Stamford Bridge, estreando-se logo em Agosto contra o Zilina, numa partida referente para à qualificação para a Champions League. Apesar da concorrência de Celestine Babayaro e Mario Melchiot, consegue somar 27 presenças (19 no campeonato e 8 na Champions) e 4 golos na sua época de estreia. Na época de 2004/05 ainda faz 24 jogos, sem nenhum golo marcado, chegando a actuar alguns minutos na baliza (Petr Cech foi expulso e não havia mais substituições), e ganhando uma taca da Liga e o campeonato nesse ano. Mas na época seguinte, apenas alinha por 4 vezes pelos blues, perdendo claramente importância à medida que Abramovich gastava rios de dinheiro no reforço do plantel (ficou tapado por Paulo Ferreira que tinha acabado de ser campeão europeu pelo Porto, e por Geremi que também fazia bem a posição).

É então emprestado ao Portsmouth, onde realiza 26 partidas, convencendo os dirigentes dos Pompeys a investir na compra do seu passe, avaliado em 4 milhões de libras. Aquando da sua época de empréstimo deu nas vistas, ainda, por tentar roubar tampas de sanita, assim como mais algum material de casa de banho, duma loja em Dartford (http://uk.reuters.com/article/2007/01/19/uk-soccer-england-johnson-fapl-idUKL1947234520070119). Jogaria no clube de sul de Inglaterra por mais 2 anos, num total de 56 jogos e 4 golos, conquistando uma taça de Inglaterra em 2008. Na época seguinte, as suas boas exibições começaram a suscitar a cobiça do Liverpool, que o tenta contratar em Janeiro por uma verba de 9 milhões de libras, mas sem sucesso. Johnson acaba por entrar na equipa do ano do campeonato, e é seguido por Liverpool, Chelsea e Man City acabando mesmo por ser adquirido pelos Reds, por 3 milhões de libras mais a cedência em definitivo de Peter Crouch para os Pompeys (avaliado em 7 milhões de libras).

Johnson acaba por marcar 2 golos nos seus 3 primeiros jogos pelo Liverpool, começando assim de forma fantástica a sua aventura pelos ares de Anfield, onde havia de chegar às meias-finais da Liga Europa na primeira época em que veste de vermelho. Ao todo foram 99 jogos (6 golos) pelos Reds nas últimas 3 épocas, onde juntou mais uma Taça da Liga, ganha este ano ao Cardiff City. Só as lesões de que tem sido alvo nos últimos anos não o deixaram ser um elemento mais preponderante no clube.


Quanto à sua carreira internacional, Glen Johnson soma até ao momento 35 presenças pelos “Three Lions” e um golo marcado ao México em 2010. A sua esteira, porém, foi feita já no longínquo ano de 2003, onde jogou 16 minutos contra a Dinamarca depois de uma lesão do mítico Gary Neville, participando posteriormente no Mundial de 2010 e estando para breve a sua estreia em campeonatos da Europa!

É um lateral com um grande pulmão e bastante rápido, que faz muito bem o apoio às zonas mais avançadas do terreno. É, contudo, um jogador muito irregular, principalmente no que toca aos cruzamentos, e tem algumas falhas de concentração nas transições defesa-ataque. Tem um remate bastante razoável e uma qualidade de passe acima da média, o que provavelmente justifica a boa quantidade de golos que marca para um lateral! Será o provável lateral direito no Euro 2012, uma vez que Kyle Walker falha o Euro por lesão, e o substituo será Phill Jones (defesa central de raiz), mas a sua qualidade técnica e apetência ofensiva podem ser determinantes para a seleção inglesa, se tiver em bom plano.



quarta-feira, 23 de maio de 2012

The Chosen ones (John Ruddy)

Com a fraca época realizada por Paul Robinson em Blackburn, com a pouca utilização de Stockdale, que apenas realizou 8 jogo pelos Cottagers, e com a renúncia à selecção por parte de Ben Foster (treinado por Roy Hogdson esta época e mais do que natural presumível escolha do seleccionador se estivesse disponível) coube a Jonh Ruddy a honra de representar a selecção do seu país no certame europeu deste ano, que é o mais do que justo prémio para a época que este jovem talentoso guarda redes fez ao serviço do, igualmente surpreendente, Norwich City.

Ruddy, de 25 anos, nascido em Cambridge no dia 25 de Outubro de 1986, começou a sua carreira futebolística no clube da sua terra natal em 2004, mas a qualidade demonstrada era tanta que acabou a fazer testes no Manchester United em Novembro de 2004, assinando no Verão seguinte pelo Everton, por uma verba a rondar os 250mil libras.

Nos 5 anos de ligação aos Toffees, apenas iria fazer 1 jogo pela equipa de Goodison Park em 2006, contudo antes representaria por empréstimo clubes como Walsall (5 jogos), Rushden & Diamonds (3 jogos), o Chester City (4 jogos) e ainda o Stockport County (11 jogos). É então, quando estava ao serviço do Stockport que é chamado ao Everton no mês de Fevereiro, visto que a primeira e segunda escolha para a baliza dos Toffees, Nigel Martyn e Richard Wright, estavam lesionados. Num jogo contra o Blackburn, avanca para a baliza Iain Turner, todavia este também se lesionaria no decorrer da partida, e é aí que Ruddy joga os apenas 9 minutos com a camisola dos azuis de Liverpool, ao longo de toda a carreira. Na época seguinte é novamente emprestado ao Wrexham (5 jogos) e ao Bristol City (1 jogo), em empréstimos de curta duração (1 mês e 1 semana respectivamente), e volta ao Stockport (19 jogos). Ainda jogaria pelo Crewe Alexandra (19 jogos) e Montherwell (34 jogos), novamente por empréstimo do Everton, até que se acabam os períodos de experimentação (representou 8 clubes até aos 21 anos de idade) e é cedido a título definitivo ao seu actual clube (Norwich City), na época de 2010/11.

Nos canaries, areca logo a camisola numero 1, e joga 45 em 46 jogos na sua primeira época, ajudando a promoção da equipa para o maior escalão do futebol inglês. Na Premier League, ele e o Norwich fazem uma época a todos os níveis fantástica acabando num honroso decimo Segundo lugar.

Em termos de selecção, Ruddy apenas havia sido chamado uma vez aos trabalhos dos sub-19, sendo que esta chamada ao Euro 2012 é mesmo a sua primeira oportunidade de se exibir pelos Irons.